A internet interplanetária será totalmente baseada no software livre, considerado inseguro pelas empresas de software proprietário. É o projecto revolucionário da NASA que pretende criar uma rede interplanetária de comunicações.
A primeira etapa consistirá em instalar uma pequena rede local no planeta Marte, baseada no protocolo TCP/IP, criando uma Intranet que permitirá a comunicação a nível local de forma semelhante à que se verifica na Terra. Para ultrapassar os atrasos do envio de informação, os peritos da NASA já trabalham no desenvolvimento de um novo protocolo que permitirá manter a rede operacional mesmo que se percam alguns pacotes de dados durante a transmissão – Parcel Transfer Protocol (PTP), podendo armazenar, analisar e reenviar a informação de um planeta para outro, utilizando uma séria de ligações (gateways) distribuídas ao longo da rota Terra/Marte.
A longo prazo, a sincronização temporal será o principal desafio colocado aos engenheiros de telecomunicações interplanetárias. Os raios laser como meio de transmissão de sinais de alta velocidade seriam um bom recurso. A IPN (InterPlanet Network) será, provavelmente, distribuída por satélites, planetas e em alguns asteróides. Para a Intranet será necessário colocar vários mini-satélites numa órbita a 17 mil quilómetros de altitude acima de Marte, bem como um satélite de maiores dimensões numa órbita mais baixa. Esta frota funcionará como uma cadeia de ligações com o satélite maior.
Apesar de todas as dificuldades que têm de ser ultrapassadas, os responsáveis pela IPN já estudaram a criação de novos domínios da Internet adaptados ao Espaço: .mars (Marte), .earth (Terra), .moon (Lua). Se não surgirem complicações de maior a atrasar o projecto, a infra-estrutura básica do sistema IPN deverá estar funcional em 2010.
Fonte: http://teknospace.no.sapo.pt/net_espacial.htm